quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Por que Jesus se identifica com o Bom Pastor?




Já percebeu como Jesus usava de modo simples e profundo as coisas da natureza para revelar a Sua doutrina? Fazia assim uma pregação clara, que o povo podia entender com facilidade. O vemos falar da figueira, das aves do céu, da raposa e seu ninho, do mar, dos lírios dos campos que o Pai cuida, dos pardais que não caem por terra sem o que o Pai saiba e permita, etc.. Ele amava a criação que Ele mesmo criou. E que de modo especial usou a figura do pastor e das ovelhas.
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O próprio Jesus foi identificado com “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29). O profeta Isaías o comparou àquela ovelha silenciosa que vai para o sacrifício redentor da humanidade, carregando os seus pecados. “Como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador; Ele não abriu a boca” (Is 53,7).

Já no Antigo Testamento a figura do Pastor, ao qual Jesus se identificou, era abundante nas profecias. Vários profetas foram pastores. Para entender bem porque Jesus se identificou com o “bom Pastor”, é preciso entender o que os profetas anunciaram sobre isso.
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O Profeta Jeremias disse que Deus daria ao seu povo “pastores segundo o seu coração” que cuidariam bem do rebanho. 
É uma prefiguração de Jesus:
“Ai dos pastores que deixam perder-se e dispersar-se o rebanho miúdo de minha pastagem! Por isso, assim fala o Senhor, Deus de Israel, acerca dos pastores que apascentam o meu povo: Dispersastes o meu rebanho e o afugentastes, sem dele vos ocupar. 
Eu, porém, vou ocupar-me à vossa custa da malícia de tal procedimento. Reunirei o que restar das minhas ovelhas, espalhadas pelos países em que as exilei e as trarei para as pastagens em que se hão de multiplicar. Escolherei para elas pastores que as apascentarão, de sorte que não tenham receios nem temores, e já nenhuma delas se extravie – oráculo do Senhor.” (Jer 23,1-6)
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Mais tarde, pela boca do Profeta Ezequiel, Deus repreende duramente o mau pastor; e afirma que “Ele mesmo seria o Pastor do seu povo”. Neste texto Deus mostra o carinho que tem para com cada ovelha, e a importância do pastor na sua vida:
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“Ai dos pastores de Israel que só cuidam do seu próprio pasto. Não é seu rebanho que devem pastorear os pastores? Vós bebeis o leite, vestis-vos de lã, matais as mais gordas e sacrificais, tudo isso sem nutrir o rebanho. Vós não fortaleceis as ovelhas fracas; a doente, não a tratais; a ferida, não a curais; a transviada, não a reconduzis; a perdida, não a procurais; a todas tratais com violência e dureza. Assim, por falta de pastor, dispersaram-se minhas ovelhas, e em sua dispersão foram expostas a tornarem-se presa de todas as feras. Minhas ovelhas vagueiam em toda parte sobre a montanha e sobre as colinas, elas se acham espalhadas sobre toda a superfície da terra, sem que ninguém cuide delas ou se ponha a procurá-las. 
Pois bem, pastores, escutai a palavra do Senhor: por minha vida, já que por falta de pastor foram minhas ovelhas entregues à pilhagem, e serviram de pasto às feras, pois os meus pastores não têm o mínimo cuidado com elas, e que, em vez de pastoreá-las, só têm procurado se fartar eles próprios, por isso, escutai, pastores, o que diz o Senhor: Eis o que diz o Senhor Javé: vou castigar esses pastores, vou reclamar deles as minhas ovelhas, vou tirar deles a guarda do rebanho, de modo que não mais possam fartar a si mesmos… Pois eis o que diz o Senhor Javé: vou tomar eu próprio o cuidado com minhas ovelhas, velarei sobre elas. Como o pastor se inquieta por causa de seu rebanho, quando se acha no meio de suas ovelhas perdidas, assim me inquietarei por causa do meu; eu o reconduzirei de todos os lugares por onde tinha sido disperso num dia de nuvens e de trevas. Eu as recolherei … Eu as apascentarei em boas pastagens, elas serão levadas a gordos campos sobre as montanhas de Israel; elas repousarão sobre as verdes relvas, terão sobre os montes de Israel abundantes pastagens. 
Sou Eu que apascentarei minhas ovelhas, sou Eu que as farei repousar. 
A ovelha perdida eu a procurarei; a desgarrada, eu a reconduzirei; a ferida, eu a curarei; a doente, eu a restabelecerei, e velarei sobre a que estiver gorda e vigorosa. 
Apascentá-las-ei todas com justiça (…)“(Jer 33,1-23).
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No Evangelho do bom Pastor, Deus está cumprindo a sua promessa, pois o Filho, o Verbo bendito encarnado, afirma: “Eu sou o bom Pastor”. É o próprio Deus que vem cuidar do rebanho de Seu Pai; se coloca a serviço das ovelhas e as reúne em um único rebanho. Jesus é o bom Pastor que faz tudo que Deus, pelo Profeta Ezequiel, quer de um pastor diligente, amoroso com as ovelhas, pronto a dar a vida por elas. Não um mercenário que ama o dinheiro e não as ovelhas, mas o pastor que está pronto a dar a vida para livrar suas ovelhas da boca do lobo. Ai então podemos entender toda a razão de Jesus se intitular “Bom Pastor”. 
Por isso, Ele afirma:
“Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”… Eu sou a Porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10 O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. (Jo 10,1-10).
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A figura do pastor era muito comum em Israel; eram simples e pobres, por isso os Anjos anunciaram a eles em primeiro lugar o nascimento do bom Pastor. Ali no “Campo dos Pastores”, em Belém – ainda hoje bem conservado – eles reuniam os vários rebanhos num mesmo aprisco durante a noite, e os pastores revezavam-se nas vigílias da noite contra o lobos. De manhã – uma coisa impressionante! – cada pastor chamava as “suas” ovelhas pelo nome e só elas vinham com ele para fora do aprisco, para que ele “as levasse às águas refrescantes” e “a descansar em verdes prados” (cf. Sl 22,1ss). E as ovelhas o seguiam, sem medo, despreocupadas, porque o pastor sabia onde, mesmo no deserto, havia água e boa pastagem. E não temiam os lobos porque mesmo que tivessem de atravessar o vale escuro, nada temeriam, porque estavam junto do pastor. “O seu cajado e o seu báculo eram o meu amparo” (Sl 22,4). E as ovelhas exclamam: “O Senhor é o meu Pastor, nada me pode faltar” (v.1).
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Ora, tudo isso é também para nós; se coloque no lugar desta ovelha que Jesus cuida, que vai buscar a que está perdida, mesmo tendo de deixar 99 no aprisco. Aplique à sua vida tudo isso que Jesus disse, e descanse de suas dores, preocupações, aflições e atribulações, na companhia do bom Pastor.
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Somos ovelhas criadas e guiadas por Deus, com amor, com atenção, não abandonadas. “Ele nos fez e a Ele pertencemos; somos o Seu povo e as ovelhas do seu rebanho” (Sl 99,3); “que ele adquiriu com Seu próprio Sangue” (At 20,28). E “Ele está no meio de nós!”. Dizemos isso quando o padre diz: “O Senhor esteja convosco!” Então, creiamos nisso e vivamos nesta fé. 
São João Paulo II disse: “Não tenhais medo porque o Senhor ressuscitado caminha conosco”. Ele caminha conosco, Ele está na nossa historia. Ele está na barca da nossa vida; mesmo que pareça estar dormindo Ele não deixa de velar por nós.
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O mundo quer nos enganar com vozes de lobos, mas Ele nos ensina a ouvir e a seguir somente a Sua Voz. Quantos pastores falsos no mundo! Onde está a voz do verdadeiro Pastor? Devemos ter a coragem de alertar as ovelhas do Seu Rebanho para as vozes dos falsos pastores.
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A Igreja, é o Corpo Místico de Cristo, ela continua a obra do bom Pastor; é nela que cada ovelha tem o verdadeiro aprisco, onde ouve a voz do verdadeiro Pastor. “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). É por isso que na santa Missa das festas dos Apóstolos, os primeiros pastores que Jesus instituiu, a Igreja reza:
“Pastor eterno, Vós não abandonais o rebanho, mas o guardais constantemente pela proteção dos Apóstolos. E assim a Igreja é conduzida pelos mesmos pastores que pusestes à sua frente como representantes de vosso Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso”. (Oração Euc.)

Por isso, São Pedro recomendava aos pastores da Igreja: “Velai sobre o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de interesse sórdido, mas com dedicação; não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho. E, quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa imperecível de glória” (1 Pe 5,2-4).



23/ 09: São Pio de Pietrelcina



Nasceu em Pietrelcina (Sul de Itália) no dia 25 de maio de 1887. Chamava-se Francisco Forgione. O nome de Frei Pio de Pietrelcina recebeu-o em 1903, quando entrou na Ordem dos Capuchinhos. Foi ordenado sacerdote a 10 de agosto de 1910.

Viveu uma vida de exigência pessoal. Venceu os maus instintos. Foi rigoroso na luta contra os vícios, simples no vestir e na comida e extremamente cuidadoso em evitar atos que pudessem ofender a Deus, aos irmãos ou a qualquer pessoa. A vida de família iniciou-o nesta radicalidade e no Convento também encontrou ambiente que a favoreceu.

Frei Pio é considerado um grande místico por todas as pessoas a quem chegou a sua ação e influência. Nisto consistiu a radicalidade profunda e original da sua espiritualidade, que o faz ter admiradores em todos os continentes, apesar de a maior parte das pessoas de hoje não entenderem o que se quer dizer com a palavra místico. Nada mais contrário ao mundo naturalista em que vivemos do que o conjunto de fenômenos sobrenaturais que se tornaram vulgares na vida do Frei Pio. Foram muitos os fenômenos, humanamente inexplicáveis, que marcaram fortemente a existência deste homem de Deus.

Assim como aconteceu com São Francisco de Assis, o Senhor crucificado quis partilhar com ele as dores da sua Paixão concedendo-lhe a graça dos estigmas, a 20 de setembro de 1915. Este foi o acontecimento místico mais marcante na vida do Frei Pio, mas há outros que importa, pelo menos, enumerar: o dom da profecia, o dom do discernimento dos espíritos, o dom da bilocação, o dom das curas, o dom das conversões, o dom dos perfumes.

O que mais atraiu as multidões de todos os continentes ao Convento de São Giovanni Rotondo durante a sua vida, foi a celebração da Eucaristia, o heroico atendimento de confissões e a direção espiritual (a quem recorreu muitas vezes o Papa São João Paulo II, então estudante de Teologia em Roma).

O Senhor concedeu ao Frei Pio a graça de deixar duas obras para a posteridade: a Casa do Alívio para o sofrimento e os Grupos de Oração. Acerca destes últimos, dizia: “Os grupos de oração são os corações e as mãos que sustentam o mundo”. Morreu no dia 23 de setembro de 1968. Em 21 de janeiro de 1990, Padre Pio foi proclamado “venerável”, beatificado em 2 de maio de 1999 e foi canonizado em 16 de junho de 2002, proclamado na Praça de São Pedro por São João Paulo II como São Pio de Pietrelcina. A sua festa litúrgica é celebrada dia 23 de setembro.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


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HORA DA MISERICÓRDIA 23/09/2026

  O vídeo se inicia a 5:14 MS (5 minutos e 14 segundos).

       

Missionárias da Infinita Misericórdia de Deus IMIMD (IMIMD)


🙏 Hora da Misericórdia ao vivo! Todas os dias (exceto quinta-feira), às 15h, venha rezar conosco este momento de fé e entrega ao Coração Misericordioso de Jesus.


https://www.facebook.com/irmasmissionarias.dainfinitamisericordiadedeus


domingo, 20 de setembro de 2026

Venerável Guido pregando em nossa Capela de São Vicente de Paulo. ( 2008)

 



Fonte das fotos: 

Irmãs Missionárias Da Infinita Misericórdia de Deus


✝💖ORAÇÃO PARA ALCANÇAR UMA GRAÇA🙏🏻


Amado Deus e Senhor que, através da vida do vosso Venerável Guido Schäffer, nos ensinastes, com seu exemplo e ardor missionário, a lançar-nos mar a dentro no caminho da fé, concedei-nos por seu testemunho de jovem, médico, seminarista e surfista, anunciar com renovado ardor vossa Palavra e alcançar por sua intercessão a graça que vos pedimos (pedir a graça) a fim de que tenhamos, um dia, a alegria de vê-lo elevado à glória dos altares.
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Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém.
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Virgem Maria, Mãe do Amor Formoso, rogai por nós.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Com a aprovação eclesiástica da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

SÃO JOSÉ DE COPERTINO

 

No dia 17 de junho de 1603, nasceu, no reino de Nápoles, na aldeia de Copertino, um menino de nome José. Era o filho mais novo da família Desa, cujo pai, um pobre carpinteiro, mal conseguia sustentar a família. Ele veio ao mundo num pequeno estábulo, onde permaneceu nos primeiros meses de vida, porque o pai, endividado, teve de vender o pouco que possuíam.

Já naquela época os desníveis sociais geravam miséria, insegurança e sofrimento, impedindo que filhos de famílias pobres estudassem e desenvolvessem sua cultura e inteligência. Mas, apesar de iletrado, o menino foi criado no rigor dos ensinamentos de Cristo, pois sua família era muito religiosa. Assim foi a infância de José. Os únicos talentos por ele manifestados foram de ordem espiritual: o da oração e o da caridade para com os mais necessitados, que sofriam as agruras da miséria, como ele.

Quando completou dezessete anos, estava determinado a tornar-se frade. Mas até os capuchinhos que o haviam aceitado como irmão leigo fizeram-no devolver o hábito, por causa da sua grande confusão mental. Isso causou a José um sofrimento muito grande. Mas não desistiu. Finalmente, foi aceito no Convento de Grotella, pelos Frades Menores, que o acolheram e lhe deram uma tarefa simples: cuidar de uma mula.

Mesmo renegado, estava determinado a ser sacerdote. Foi então que as graças divinas começaram a intervir na sua vida. Apesar da dificuldade que tinha em estudar, milagrosamente saía-se muito bem nas provas para tornar-se sacerdote. Desde então, começaram a aparecer sinais de predileção divina e fenômenos que atestavam sua santidade interior, presenciados pela comunidade de fiéis e irmãos da Ordem. Eram manifestações extraordinárias, como, por exemplo, curas totalmente milagrosas de doentes de todos os tipos de enfermidades. Ainda: em êxtases de oração, caminhava pela igreja sem colocar os pés no chão e, sem tomar nenhum cuidado com o corpo, exalava um fino e delicado odor. Por tudo isso, já era venerado em vida como santo.

Outro fato relevante na vida de José de Copertino é que, apesar de quase não ter nenhum estudo teológico, tinha o dom da ciência e era consultado por teólogos a respeito de questões delicadas. Espantosamente, tinha sempre respostas sábias e claras. Com isso, José conquistou a glória máxima e, mesmo sendo considerado o frade mais ignorante de toda a Ordem franciscana, sua fama de bom cristão, seu comportamento peculiar e seus milagres chegaram a Roma. O papa Urbano VIII convocou-o e recebeu-o com as honras de que era merecedor. Talvez esse tenha sido um dos dias mais felizes na vida de José de Copertino.

Em 1628, foi ordenado sacerdote. José de Copertino mergulhou tão profundamente nas coisas de Deus que acabou se tornando um conselheiro de padres, bispos, cardeais, chefes de Estado e religiosos em geral. Todos o procuravam. E ele os atendia com paciência, humildade e sabedoria, indicando-lhes a luz de que necessitavam.

José de Copertino morreu aos sessenta anos de idade, no dia 18 de setembro de 1663, no Convento de Osímo, Itália. O local, que se tornara um ponto de peregrinação com ele ainda vivo, tornou-se, imediatamente, um santuário a ele dedicado. Festejado liturgicamente no dia de sua morte, este singular frade franciscano é considerado pelos estudiosos como “o santo mais simpático da hagiografia católica”.

Os frequentes êxtases espirituais, que lhe permitiam “voar” literalmente pela igreja, fizeram de são José de Copertino o padroeiro dos aviadores e para quedistas. Também, devido à sua determinação diante das numerosas dificuldades encontradas nos estudos e exames de seleção, é considerado o santo padroeiro dos estudantes que se encontram nessa condição, anualmente.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola

sábado, 5 de setembro de 2026

SANTA TERESA DE CALCUTÁ: O MILAGRE BRASILEIRO (2020)

  

 
TV Evangelizar





O milagre descrito no texto abaixo:











ROMA, 01 set. 16 / 03:00 pm (ACI).O brasileiro Marcilio Haddad Andrino, a pessoa que recebeu o milagre que levará a canonização de Madre Teresa no próximo dia 4 de setembro, compartilhou sua incrível história com a imprensa da Itália e comentou que ele e sua esposa são apenas “crentes normais que receberam um sinal extraordinário da Misericórdia de Deus”.

Marcilio, que nasceu na cidade de Santos (Brasil), foi curado inexplicavelmente em dezembro de 2008, quando teve problemas com uma infecção bacteriana no cérebro, que lhe causou oito abscessos cerebrais graves e uma dor de cabeça insuportável.

“Desde o princípio, o diagnóstico não era bom e só parecia piorar. Mas dentro deste grande sofrimento compreendemos que algo havia acontecido. Tinha a certeza que foi a Madre Teresa quem me curou", explicou Marcilio ao canal de televisão italiano Rai1, durante o Encontro para as Amizades dos Povos, conhecido como o Meeting de Rimini, que aconteceu na Itália entre os dias 19 e 25 de agosto.

A história do milagre começou quando um sacerdote amigo, o Pe. Elmiram Ferreira, animou o jovem recém-casado e a sua esposa, Fernanda Nascimento Rocha, a rezar pedindo a intercessão da Madre Teresa.

Fernanda explicou que Marcilio ficou doente durante dois anos e foram a vários médicos, mas sem receber nenhum diagnóstico exato. “Foi uma espera cheia de angústia e não sabíamos o que estava mal. A primeira tentativa de tratamento não teve êxito. Deste modo o médico mudou de terapia, mas Marcilio continuou piorando”.

Depois do fracasso do tratamento, Andrino despertou no dia 9 de dezembro de 2008 com uma dor de cabeça “insuportável” que o deixou incapaz de falar. Enquanto sua esposa rezava, foi levado para uma cirurgia como último recurso.

Depois de fazer uma série de testes, “o médico olhou para o exame e, iluminado pelo Espírito Santo, entendeu que meu esposo tinha oito abscessos cerebrais”, acrescentou Fernanda.

Do mesmo modo, a esposa assegurou que ambos sempre haviam rezado à Madre Teresa e que, inclusive, seu pároco lhes entregou uma relíquia da Beata antes do seu casamento.

“Coloquei a relíquia na cabeça de Marcilio, onde estavam os abscessos. Rezei a oração de beatificação e também o que vinha do meu coração. Não foi fácil, mas este período me enriqueceu muito, enriqueceu nosso amor, nossa fé.... Hoje posso dizer que valeu a pena”.

Quando o cirurgião entrou na sala de operações, encontrou com Marcilio acordado. “Senti uma grande paz dentro de mim e já não tinha dor de cabeça. Não entendia o que estava acontecendo”, expressou.

Ao ver a melhora, os médicos decidiram leva-lo aos cuidados intensivos e adiar a cirurgia até o dia seguinte. Marcilio dormiu a noite toda sem nenhum problema e, no dia seguinte, se reuniu com seu médico e este lhe disse que voltaria para o quarto.

“Vi que os abscessos se reduziram bastante, assim como a hidrocefalia”, disse Marcilio se referindo ao termo médico para a acumulação anormal de líquido no crânio.

“Os abscessos foram reduzidos em 70% e a hidrocefalia havia desaparecido”, acrescentou. Segundo ele, três dias depois, os abcessos já tinham desaparecido e havia apenas as cicatrizes.

Sua esposa Fernanda afirmou que embora o médico não tivesse confirmado que Marcilio estava curado, ela “já sabia energicamente”, porque “havia rezado a Deus, através da intercessão da Madre Teresa”, e acrescentou que quando se dirigiu ao quarto do seu esposo, ele estava sentado e falando, entendeu que “a Madre Teresa o havia curado”.

“Meu caso foi muito difícil clinicamente. Mas tenho certeza que ocorreu um milagre... Eu estava seguro de que a Madre Teresa havia me curado”, acrescentou Marcilio.

Algum tempo depois, o casal teve dois filhos, apesar de os médicos terem dado a má notícia de que nunca seriam capazes de ter filhos, devido aos tratamentos de Marcilio. Embora estivessem arrasados, o casal aceitou, dizendo a si mesmos: “se Deus quiser, teremos filhos”.

Seis meses depois que foi curado, o casal se mudou para o Rio do Janeiro e Marcilio voltou a trabalhar. Fernanda começou a sentir náuseas e o médico confirmou que ela estava grávida.

“Minha fé cresceu muito, vejo a graça. Eu estava doente, não podia caminhar, sempre precisava de ajuda. Hoje eu posso andar, tenho uma família e estou muito agradecido”, conta Marcilio.

Atualmente, oito anos depois do milagre, o casal continua levando a relíquia da Madre Teresa onde quer que vão e rezam junto com seus filhos.

“Quando vejo meus filhos, vejo a Madre Teresa. Este milagre tornou a minha família mais forte e mais unida. Eles sabem tudo a respeito da minha doença e a cura. Sempre nos acompanham e quando vamos rezar com as irmãs entendem tudo e rezam conosco”, explicou Marcilio.

“Deus escolhe quem divulga sua Misericórdia a todos, como no caso da Madre Teresa, que curou a todos sem distinção. Ela ensina todos os povos a ter compaixão do próximo”.

Em setembro de 2015, a Congregação para as Causas dos Santos aceitou as conclusões da comissão médica e apresentou o relatório ao Papa Francisco para sua aprovação final. Em 18 de dezembro, o Santo Padre reconheceu oficialmente o milagre que era necessário para que a Madre Teresa fosse canonizada.

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Oração poderosa a Nossa Senhora das Dores

 Você está passando por algum sofrimento forte? Aproveite este dia e coloque sua dor no colo de Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores, eu te apresento todas as minhas necessidades, mágoas, tristezas, misérias e sofrimentos.

Ó Mãe das dores e rainha dos mártires, que tanto sofreste ao ver teu Filho flagelado, escarnecido e morto para me salvar, acolhe minhas preces:

"Mãe amável, concede-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida.

Nossa Senhora das Dores, que estiveste presente no calvário de Nosso Senhor Jesus Cristo, fica também presente nos meus calvários. Eu te suplico esta graça de que tanto necessito:

(Faça seu pedido)

Por piedade, ó advogada dos pecadores, não deixes de amparar a minha alma na aflição e no combate espiritual que a todo momento estou sujeito a travar.

Nossa Senhora das Dores, quando as dores vierem e os sofrimentos chegarem, não me deixes desanimar.

Mãe das dores, envolve-me em teu sagrado manto e ajuda-me a passar pelo vale de lágrimas.

Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas. Eia pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto de Vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Permanece conosco e dá-nos o teu auxílio, para que possamos converter as lutas em vitórias, e as dores em alegrias.

Roga por nós, ó Mãe, porque não és apenas a Mãe das dores, mas também a Senhora de todas as graças.

Nossa Senhora das Dores, fortalece-me nos sofrimentos da vida. (3x)
Amém.


                

Site Canção Nova: A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos:

Nossa Senhora das dores

“Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!”

Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucificação de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.

A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucificação , morte e sepultura de Jesus Cristo.

Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Isabel Cristina: a luta por um verdadeiro amor



Conhecer a jovem Isabel Cristina é apaixonante. Ela nasceu em Barbacena - MG em uma família de boas condições financeiras e também de vivência cristã católica concreta na Sociedade São Vicente de Paulo. A "Cris", como era conhecida por seus amigos, era da juventude vicentina. Seu sonho de um mundo melhor está no amor vivido com os pobres idosos na Vila Vicentina. Também era amor sua vida com a familia. Com os amigos era a risadinha. Outro sonho era ser médica pediatra de crianças carentes. Aí surge um cursinho em Juiz de Fora - MG e a mudança para esta cidade maior.

Longe da família, mas não da fé. Novo grupo de jovens, Missas e vicentinos. 
Bem-aventurada, feliz com os pobres, feliz de puro coração, vai terminar sua vida com 20 anos madura na fé. 
Bem-aventurados os perseguidos por causa do amor que tem no coração. 
No apartamento da família, que passou a morar em Juiz de Fora em 1982, um homem foi chamado para montar um armário. Este homem volta em outro dia com o propósito de forçar uma relação sexual com Isabel Cristina. A jovem não podia se entregar a um falso amor. A busca da vida de Isabel era viver o amor, sua luta final seria por um verdadeiro amor. Derrubada por uma cadeira, se agarra ao que pode e leva treze facadas nas costas e depois duas pela frente. Morre por um verdadeiro amor que sonhava pela fé e pela família que queria ter. A virgindade não pode ser o elogio de uma vida vazia, a castidade se guarda para acolher o verdadeiro amor. Sua dignidade de mulher, sua vida íntegra e sua luta final a fizeram mártir da Igreja Católica. 
A jovem teve seu túmulo sempre rodeado de amigos. 

Na exumação do corpo, passa para dentro do Santuário de Nossa Senhora da Piedade em Barbacena. 
Deus seja louvado pelo amor, pela juventude e pela luta de quem sonha com um verdadeiro amor. 
Isabel Cristina não encontrou este amor em um homem deste mundo, mas agora o encontra em Deus, que a tem para sempre.
 
Pe. Diovany,
pároco da paróquia Senhor Bom Jesus, de Campo Belo MG



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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

"Se andar com Jesus fosse fácil, o caminho não seria chamado de estreito"

 




“Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?”
Jesus respondeu: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão”.” (Lc 14,23-24 - trecho retirado do Evangelho do dia 25/08/2019: Lucas 13,22-30). JESUS, QUE EU E MINHA FAMÍLIA NÃO NOS PERCAMOS! 
Senhor, quero fazer hoje a oração de Santo Agostinho, que conseguiu rejeitar a porta larga e fácil da perdição, entrando pela porta estreita que conduz à salvação: 
“Provei-Te, e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me, e agora ardo por Tua Paz. 
Vi dentro de mim a Luz Imutável, Forte e Brilhante! 
Quem conhece a Verdade conhece esta Luz. Ó Eterna Verdade! Verdadeira Caridade! Tu és o meu Deus! Por Ti suspiro dia e noite desde que Te conheci. E mostraste-me então Quem eras. E irradiaste sobre mim a Tua Força dando-me o Teu Amor! E agora, Senhor, só amo a Ti! Só sigo a Ti! Só busco a Ti! Só ardo por Ti! Tarde te amei! Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova! 
Tarde demais eu Te amei! Eis que estavas dentro, e eu, fora – e fora Te buscava, e me lançava disforme e nada belo, perante a beleza de tudo e de todos que criaste. Estavas comigo, e eu não estava Contigo. Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Chamaste, clamaste por mim e rompeste a minha surdez. 
Brilhaste, resplandeceste, e a Tua Luz afugentou minha cegueira. Exalaste o Teu Perfume e, respirando-o, suspirei por Ti, Te desejei. Eu Te provei, Te saboreei e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me e agora ardo em desejos por Tua Paz! Ah, Tu estavas dentro de mim e eu fora. Os homens saem para fazer passeios, a fim de admirar o alto dos montes, o ruído incessante dos mares, o belo e ininterrupto curso dos rios, os majestosos movimentos dos astros. E, no entanto, passam ao largo de si mesmos. Não se arriscam na aventura de um passeio interior. Durante os anos de minha juventude, pus meu coração em coisas exteriores que só faziam me afastar, cada vez mais, d’Aquele a Quem meu coração, sem saber, desejava.” 
Senhor Jesus, que possamos ama-Lo e buscá-Lo de todo coração, para entrarmos pela porta estreita da Vida Eterna. 
Amém!

"TARDE TE AMEI". O belíssimo Poema- oração de Santo Agostinho

 



quinta-feira, 27 de agosto de 2026

SANTA MÔNICA -27 DE AGOSTO

 



Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 331, no seio de uma família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com frequência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer.
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Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Porém, Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. Mesmo dando bons conselhos e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio que ele profanasse o sacramento.

E teria acontecido, porque Agostinho, aos dezesseis anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos do bispo, que a consolou dizendo: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.
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Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago. Mas, procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às escondidas embarcou em um navio para Roma, e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor oficial de retórica.

Mônica, desejando a todo custo ver a recuperação do filho, viajou também para Milão, onde, aos poucos, terminou seu sofrimento. Isso porque Agostinho, no início por curiosidade e retórica, depois por interesse espiritual, tinha se tornado frequentador dos envolventes sermões de santo Ambrósio. Foi assim que Agostinho se converteu e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato. Assim, Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas.

Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu. Era 27 de agosto de 387 e ela tinha 56 anos.

O papa Alexandre III confirmou o tradicional culto a santa Mônica, em 1153, quando a proclamou Padroeira das Mães Cristãs. A sua festa deve ser celebrada no mesmo dia em que morreu. O seu corpo, venerado durante séculos na igreja de Santa Áurea, em Óstia, em 1430 foi trasladado para Roma e depositado na igreja de Santo Agostinho.


A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Eutália e Antusa Menor.

Imagem ilustrativa: Benozzo Gozzoli, “Santa Mônica,” c. 1465 (Domínio Público)