terça-feira, 30 de junho de 2026

Primeiros mártires do Cristianismo



Depois da Solenidade universal dos apóstolos São Pedro e Paulo, o novo calendário romano universal apresenta a memória de outros cristãos que se tornaram os primeiros mártires da Igreja de Roma, por isso, protomártires. Eles foram vítimas da perseguição de Nero, em seguida ao incêndio de Roma, ocorrido a 19 de julho de 64.
.
O imperador Nero, considerado um déspota imoral e louco por alguns historiadores, viu-se acusado de ter sido o causador do sinistro. Para defender-se, acusou os cristãos, fazendo brotar um ódio contra os seguidores da fé que se espalharia pelos anos seguintes.

Nero aproveitou-se das calúnias que já cercavam a pequena e pouco conhecida comunidade hebraica que habitava Roma, formada por pacíficos cristãos. Na cabeça do povo já havia, também, contra eles, o fato de recusarem-se a participar do culto aos deuses pagãos. Aproveitando-se do desconhecimento geral sobre a religião, Nero culpou os cristãos e ordenou o massacre de todos eles.

Há registros de um sadismo feroz e inaceitável, que fez com que o povo romano, até então liberal com relação às outras religiões, passasse a repudiar violentamente os cristãos. Houve execuções de todo tipo e forma e algumas cenas sanguinárias estimulavam os mais terríveis sentimentos humanos, provocando implacável perseguição.

Alguns adultos foram embebidos em piche e transformados em tochas humanas usadas para iluminar os jardins da colina Oppio. Em outro episódio revoltante, crianças e mulheres foram vestidas com peles de animais e jogadas no circo às feras, para serem destroçadas e devoradas por elas.

Desse modo, a crueldade se estendeu de 64 até 67, chegando a um exagero tão grande que acabou incutindo no povo um sentimento de piedade. Não havia justificativa, nem mesmo alegando razões de Estado, para tal procedimento. O ódio acabou se transformando em solidariedade.

Os apóstolos são Pedro e são Paulo foram duas das mais famosas vítimas do imperador tocador de lira, por isso a celebração dos mártires de Nero foi marcada para um dia após a data que lembra o martírio de ambos.

Porém, como bem nos lembrou o papa Clemente, o dia de hoje é a festa de todos os mártires, que com o seu sangue sedimentaram a gloriosa Igreja Católica Apostólica Romana.



segunda-feira, 29 de junho de 2026

29 de junho: São Pedro e São Paulo: Os Apóstolos que Transformaram o Mundo

 

Os Santos de Deus


Você sabia que dois homens muito diferentes foram escolhidos por Deus para mudar a história da humanidade? São Pedro, o pescador da Galileia, e São Paulo, o antigo perseguidor convertido em missionário, tornaram-se as duas grandes colunas da Igreja. Com suas vidas, sua pregação e seu martírio, levaram o Evangelho até os confins do mundo então conhecido. 

Neste vídeo você vai descobrir: 
  • Como Jesus chamou Pedro para ser a rocha sobre a qual edificaria sua Igreja. 🪨✝️
  • A extraordinária conversão de Paulo e sua missão entre as nações. 
  • O papel único de ambos os apóstolos na expansão do cristianismo. ⛪
  • Seu martírio em Roma e o legado que continua guiando a Igreja dois mil anos depois. 🕊️
Uma história de fé, missão e entrega total que demonstra como Deus pode transformar vidas comuns em instrumentos extraordinários para mudar o mundo.

🎥 Clique agora e conheça a vida de São Pedro e São Paulo, os apóstolos que transformaram o mundo com a força do Evangelho. Não perca!

São Pedro e São Paulo Apóstolos- 29 DE JUNHO

  São Pedro e São Paulo Apóstolos



Hoje(29/06) a Igreja do mundo inteiro celebra a santidade de vida de São Pedro e São Paulo apóstolos. Estes santos são considerados "os cabeças dos apóstolos" por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.

Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro. Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo.

Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada "aos pés de Gamaliel", um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério. Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação.

Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o "Apóstolo dos gentios".

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!


sábado, 27 de junho de 2026

Na longa estrada da vida | Mãe do Perpétuo Socorro

 

Marcela Buback

Composição de Casimiro Nogueira

Arranjo: Junior Foggiatto 1 - Na longa estrada da vida tua gente sofrida em busca do amor Percorre diversos caminhos, de cravos e espinhos, de luta e de dor. Em ti nossa gente confia e em romaria vem te contemplar! Mãezinha, consolo dos crentes, ensina essa gente a Jesus adorar! Mãe do Perpétuo Socorro, venho a ti e recorro vem, ó Mãe, me valer! Mãe, nosso eterno auxílio, vem nos dar o teu Filho, Mãe, vem nos socorrer! 2 - Refúgio do fraco, do pobre, do rico, do nobre, de todo o que crê. Conforto na dor, na aflição de todo irmão que a ti recorrer. A nossa família abençoa e a toda pessoa que busca Jesus! A Igreja caminha em teus braços, seguindo os passos da Divina Luz! 3 - A ti consagramos noss'alma; tua paz nos acalma, dá força e vigor Coração, boca, voz, os ouvidos e nossos sentidos consagra com amor. Protege o pequeno, o carente, o deficiente, o sem terra, o sem lar. Aos que estão na margem da vida, Mãezinha querida, oh! Vem consolar!



NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO( 27 de Junho)



A tradição diz que este quadro teria sido pintado por São Lucas, mas nada pode ser provado neste sentido. Outra versão diz que o quadro teria sido pintado por um artista russo em torno de 1325.


A Paixão de Jesus é representada pelos instrumentos da paixão mostrados pelos anjos, principalmente a cruz, a lança a esponja e os pregos.
Os dois arcanjos são Miguel e Gabriel: Miguel segura a lança com a esponja e com o vinagre usado na Paixão. Gabriel segura a cruz, uma cruz estilo bizantino e os pregos que fixaram Jesus nela.

O Menino Jesus, com medo destas visões se aconchega aos braços de sua Mãe.

Os dedos da Virgem Maria apontam para Jesus como a indicar “Este é o Senhor Nosso Deus”.
As letras gregas usualmente usam a primeira e a ultima letra de um nome, assim Maria é identificada como Mãe de Deus e o Menino é identificado como Filho de Deus.
Aqui temos uma versão do ícone que aparece as letras com grande clareza:
As letras identificando Nossa Senhora estão grande e claras.

Você pode ver M perto de Miguel a esquerda. As letras de Jesus são “IC CX”. O “C” é o S em grego; O “I” é nosso J; o “X” é o nosso “CH” assim as letras em gregos são a abreviação de “Jesus Cristo”.

Dois significados vem a nossa mente quando contemplamos o ícone.
Um tem a haver com o pé torcido com a sandália solta e pendurada.
Mostrar a sola do pé significa humildade. O filho de Deus se humilha ao se tornar um homem.
O outro significado foca na sandália aparentemente solta quando o Filho correu para a sua Mãe para conforto. Em nosso medo e em nossas necessidades nós devemos correr também bem depressa para Ela.


 Clique na imagem para ampliar:

ORAÇÃO

Ó Senhora do Perpétuo Socorro, mostrai-nos que sois verdadeiramente nossa Mãe obtendo-me o seguinte benefício:
(faz-se o pedido)e a graça de usar dela para a glória de Deus e a salvação de minha alma.
Ó glorioso Santo Afonso, que por vossa confiança na bem-aventurada Virgem conseguistes tantos favores e tão perfeitamente provastes, em vossos admiráveis escritos,que todas as graças nos vêm de Deus pela intercessão de Maria, alcançai-me a mais terna confiança para com nossa Mãe do Perpétuo Socorro e rogai-lhe, com instância,que me conceda o favor que reclamo de seu poder e bondade maternal.

Eterno Pai, em nome de Jesus e pela intercessão de nossa Mãe do Perpétuo Socorro e de Santo Afonso, peço-vos que me atendais para vossa glória e bem da minha alma.

Amém!



sexta-feira, 26 de junho de 2026

“Luta contra essa frouxidão”-São Josemaria Escrivá


És tíbio se fazes preguiçosamente e de má vontade as coisas que se referem ao Senhor; se procuras com cálculo ou “manha” o modo de diminuir os teus deveres; se só pensas em ti e na tua comodidade; se as tuas conversas são ociosas e vãs; se não aborreces o pecado venial; se ages por motivos humanos. (Caminho, 331)

Luta contra essa frouxidão que te faz preguiçoso e desleixado na tua vida espiritual. - Olha que pode ser o princípio da tibieza..., e, na frase da Escritura, aos tíbios, Deus os vomitará. (Caminho, 325)

Que pouco Amor de Deus tens quando cedes sem luta só porque não é pecado grave! (Caminho, 328)

Como podes sair desse estado de tibieza, de lamentável languidez, se não empregas os meios! Lutas muito pouco e, quando te esforças, o fazes como que por birra e com desgosto, quase com o desejo de que os teus débeis esforços não produzam efeito, para assim te autojustificares: para não te exigires e para que não te exijam mais. (Sulco, 146)

Pesquise:
São Josemaria Escrivá

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Nossa Senhora Rainha da Paz 25 de junho: Medjugorje.

 

Desde 24 de junho de 1981, N. Senhora vem aparecendo diariamente em Medjugorje. Ela se apresenta como Rainha da Paz e faz ao mundo um último apelo à conversão, através de 6 videntes. São as mais longas e mais intensas aparições da história e N. Senhora diz que estas são as últimas.
.
AMOR - "Desejo que vocês amem a todos com o meu amor, quer aos bons, quer aos maus. O amor aceita tudo o que é duro e amargo, por causa de Jesus que é amor".
.
A história de Medjugorje, começa no século VII e aí se converteram ao Catolicismo, conservando-o corajosamente contra seitas e contra o domínio turco, entre os anos 1478 e 1878, ainda que sofrendo torturas e martírios.
Os habitantes de Medjugorje são, para o mundo, um exemplo de viva fé. Medjugorje é um vilarejo situado em uma esplanada dominada por dois pedregosos montes, na região da Herzegóvina croata ( Mediugórie significa "entre colinas") e o monte mais alto chama-se Krizevac' ou Montanha da Cruz (kriz = cruz) porque ali, em 1933, os paroquianos construíram uma grande Cruz para comemorar os 19 séculos da morte e ressurreição de Nosso Salvador, Jesus Cristo.
Mediugórie, quando se iniciaram as aparições, tinha uma população de aproximadamente 400 famílias. Mediugórie, Biakovici, Miletina, Vionica e Surmanci são vilarejos pertencentes ao município de Citluk, tendo a Igreja de São Tiago, em Medjugorje, que foi inaugurada em 1969 e dirigida pelos padres franciscanos(paróquia pertence à Diocese de Mostar). As terras cultiváveis são poucas e muito secas, porém a mesa é sempre farta e o povo muito hospitaleiro. A criação de vacas, cabras, galinhas, porcos e ovelhas e os pequenos cultivos suprem as necessidades das famílias.
.
Nossa Senhora abençoou de modo particular os habitantes de Medjugorje que, no início, fizeram muitos sacrifícios para hospedar, gratuitamente, todos aqueles que vinham de longe e lá permaneciam por muitos dias. Para citar outro exemplo, um senhor de Mediugórie preparou, no dia da festa da Exaltação da Santa Cruz, uma grande quantidade de água, bebidas, uvas, melancias e melões. Ele dispôs tudo em frente à casa de Vicka. Assim, todos os peregrinos que passavam por ali puderam comer e beber.
.
As Aparições
Na tarde do dia 24 de junho de 1981, às 17h40 (13h40, em Brasília) uma Senhora envolta em luminosa nuvem usando reluzente vestido cinza, com um véu branco na cabeça apareceu e desde então têm transformado a vida de Mediugórie (Bósnia-Herzegócina) e também do mundo. Ela se apresenta como Rainha da Paz e faz ao mundo um último apelo à conversão, através de 6 jovens: Jakov, Ivanka, Ivan, Marija , Mirjana e Vicka . São as mais longas e mais intensas aparições da nossa história e Nossa Senhora diz que estas são as últimas.
Na colina, nos arredores de Mediugórie, a aparição repetiu-se nos dias seguintes e a Senhora disse chamar-se Rainha da Paz. Desde o início, Nossa Senhora tem pedido, uma fé firme, conversão a Deus e paz entre os homens, que deverão ser alcançadas através da oração, do jejum, da confissão, da leitura da Bíblia e da prática do mandamento maior - o amor.
...
Ivanka na época com 15 anos murmurou: Gospa (Nossa Senhora - em croata). A seis jovens Nossa Senhora está confiando mensagens a serem transmitidas ao mundo inteiro e também 10 segredos que deverão ser revelados no tempo oportuno e que se referem a advertências e punições à humanidade, por causa de seus pecados. A presença de Nossa Senhora naquela vila tornou-se, para muitos, luz e anúncio de esperança e de proteção. Eis aí o único remédio capaz de salvar o homem deste final do século XX, prisioneiro de preocupações e medos gerados por uma civilização materialista.
.
A reação do regime comunista da época foi imediata. Procurou, por todos os meios, sufocar qualquer manifestação religiosa, perseguindo os videntes e aqueles que os apoiavam. Mesmo usando os mais duros métodos, não conseguiu apagar nem diminuir o entusiasmo daquela gente. Não demorou muito e a notícia das aparições chegou a todas as partes do mundo, começando, assim, as primeiras peregrinações. A cada dia aumentava o número de fiéis e de seguidores de diferentes religiões que vinham de todos os lugares. Também Bispos e Cardeais, um grande número de religiosos, teólogos e cientistas, pessoas de todas as culturas e condições, deixaram-se contagiar pela mensagem da Paz, abriram o seu coração a Deus e encontraram ali uma fé viva, não raramente a conversão e, frequentemente, uma cura física.
.
No início, as pessoas iam movidas pela curiosidade; agora, tocadas pelo espírito de oração e de conversão que encontram em Mediugórie. Todos se sentem "chamados" a ir e, quando voltam para suas casas, levam Mediugórie consigo, falam e divulgam os pedidos de Maria.
.
Os videntes dizem ser Nossa Senhora quem chama as pessoas. Nada acontece por acaso, tudo faz parte do plano da Graça. Todo homem, qualquer que seja sua religião ou raça, é filho amado de Deus e todos são chamados à salvação.







quinta-feira, 4 de junho de 2026

ALMA DE CRISTO- Atribuído a Santo Inácio de Loyola

 


Maria, Mulher Eucarística

Mãe da eucaristia

Os fiéis são convidados a valorizar e aprofundar o sacramento da Eucaristia, tendo em vista sua importância na vida da Igreja. A Eucaristia é o centro e a raiz de toda a comunidade cristã, a fonte e ápice da existência cristã e de toda a evangelização.
A Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, ou seja, o próprio Jesus Cristo, morto e ressuscitado. É “o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar pelos séculos, até seu retorno, o sacrifício da cruz, confiando assim à sua Igreja o memorial de sua morte e ressurreição. É o sinal de unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, no qual se recebe Cristo, a alma é coberta de graça e é dado o penhor da vida eterna” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, no. 271).
Os fiéis devem participar ativamente da Eucaristia e redescobrir seu valor na escola de Maria, a mulher eucarística. “Se quisermos redescobrir toda a riqueza a relação íntima entre a Igreja e a Eucaristia, não podemos esquecer Maria, Mãe e modelo da Igreja” (João Paulo II. Ecclesia de Eucharistia, no. 53).

MARIA E A EUCARISTIA
Os documentos eclesiásticos e a teologia têm abordado a relação entre Maria e a Eucaristia, utilizando dados da fé cristã e do culto marial. Há fecundos e sugestivos textos que aparecem na tradição da Igreja e outros que são publicados hoje.
O Papa João Paulo II, de saudosa memória, entregou-nos a bela Carta Encíclica: “Ecclesia de Eucharistia”, em que aborda Eucaristia e sua relação com a Igreja. Para ele, a Igreja vive da Eucaristia, o sacramento por excelência, que está colocado no centro de sua vida. Presença salvífica de Jesus Cristo, a Eucaristia é o alimento espiritual da Igreja. Ela é o que de mais precioso pode ter a Igreja em sua história. Por isso, a comunidade cristã sempre reservou a cuidadosa atenção para com este legado de Cristo.
No capítulo VI da Carta Encíclica, o Pontífice reflete sobre a temática de Maria e a Eucaristia. De acordo com suas reflexões, Nossa Senhora pode guiar os cristãos para o sacramento da Eucaristia porque tem uma profunda ligação com ele.
O Papa afirma que, na narração da instituição da Eucaristia, não se menciona a presença da Mãe de Jesus, mas sim no Cenáculo, com os apóstolos e os discípulos (At 1,12-14). A partir daí, conclui que ela também não podia deixar de estar presente nas celebrações eucarísticas dos fiéis da primeira geração cristã.

ATITUDE INTERIOR DE MARIA
A relação de Maria com o mistério da Eucaristia está baseada fundamentalmente na sua atitude interior. “Para além de sua participação no banquete eucarístico, pode-se delinear a relação de Maria com a Eucaristia a partir da sua atitude interior. Maria é a mulher ‘eucarística’ na totalidade da sua vida. A Igreja, vendo em Maria o seu modelo, é chamada a imitá-la também na sua relação com este mistério santíssimo” (Ecclesia de Eucharistia, no. 53).
Olhando para a Virgem de Nazaré como exemplo, os devotos são conclamados a meditar e a descobrir sua maneira de relação com o mistério da Eucaristia. Esta relação deve ser bem original, criando e aprofundando um vínculo pessoal e comunitário com Jesus presente na Eucaristia, com seu corpo e seu sangue.
Na sua relação com a Eucaristia, a atitude adequada dos cristãos é aquela de Maria: total abandono ao Senhor. “Se a Eucaristia é um mistério de fé que excede tanto a nossa inteligência que nos obriga ao mais puro abandono à Palavra de Deus, ninguém melhor do que Maria pode servir-nos de apoio de guia nesta atitude de abandono” (Ecclesia de Eucharistia, no. 54).
A atitude de abandono de Maria é evidenciada pela passagem das bodas de Caná (Jo 2,1-12). Nesta cena evangélica os cristãos acolhem o convite que a Mãe de Jesus os faz para obedeceram a seu Filho sem hesitação “Fazei o que ele vos disser” (Jo 2,5). Eles celebram a Eucaristia porque cumprem um mandado de Jesus: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19).

FÉ EUCARÍSTICA
A Mãe de Deus praticou a fé eucarística ainda antes de ser instituída a Eucaristia, quando ofereceu o seu ventre virginal para a encarnação do Verbo de Deus. Diante da proposta de Deus para ser a Mãe do Salvador, ela acreditou inteiramente em Deus e deu sua resposta de generosa aceitação, tal como narra a anunciação (Lc 1,26-38). Há “uma profunda analogia entre o fiat pronunciado por Maria, em resposta às palavras do Anjo, e o amém que cada fiel pronuncia quando recebe o corpo do Senhor. A Maria foi-lhe pedido para acreditar que Aquele que ela concebia ‘por obra do Espírito Santo’ era o ‘Filho de Deus’ (cf. Lc 1,30-35). Dando continuidade à fé da Virgem Santa, no mistério eucarístico é-nos pedido para crer que aquele mesmo Jesus, Filho de Deus e Filho de Maria, torna-se presente nos sinais do pão e do vinho com todo o ser humano-divino” (Ecclesia de Eucharistia, no. 55).
Ao aceitar ser a Mãe do Salvador, ela se tornou o primeiro sacrário eucarístico da história. É significativa a cena da visitação (Lc 1,36-45). “Maria, quando leva no seu ventre o Verbo encarnado, de certo modo ela serve de ‘sacrário’ - o primeiro ‘sacrário’ da história -, para que o Filho de Deus, que, ainda invisível aos olhos dos homens, se preste à adoração de Isabel, como que ‘irradiando a luz através dos olhos e da voz de Maria” (Ecclesia de Eucharistia, no. 55). As pessoas de fé são chamadas a contemplar e adorar e testemunhar o Cristo presente na Eucaristia e nos sacrários das igrejas.

DIMENSÃO SACRIFICAL
A Eucaristia torna presente e atual o sacrifício que Jesus Cristo ofereceu ao Pai na cruz, uma vez por todas, em favor da humanidade. A dimensão sacrifical da Eucaristia e a sua relação com a Mãe de Jesus acontecem ao longo de todo a sua existência.
Maria viveu a dimensão sacrifical do mistério eucarístico, desde a anunciação até o calvário. Associada a Jesus, ela o ofereceu na apresentação no templo de Jerusalém (Lc 2,25-45) e no calvário (Jo 19,25-27), oferecendo-se, ao mesmo tempo, a si mesma.
Em cada eucaristia, Jesus Cristo, vivo e ressuscitado, dá aos cristãos a Virgem Maria. “Viver o memorial de Cristo na Eucaristia implica também receber continuamente este dom” (Ecclesia de Eucharistia, no. 57). A Mãe de Deus faz parte dos dons que eles receberam de Jesus na cruz.
Tem perspectiva eucarística o Magnificat (Lc 1,46-55). É o que refere o Papa ao afirmar que, na “Eucaristia, a Igreja une-se plenamente a Cristo e ao seu sacrifício, com o mesmo espírito de Maria” (Ecclesia de Eucharistia, no. 58). 
Como o cântico de Maria, a Eucaristia é também louvor e ação de graças. Os cristãos recebem o dom da Eucaristia, para que a sua vida seja toda ela um hino de louvor e de gratidão a Deus, à semelhança da Mãe de Jesus em seu cântico.

Via A12
http://www.a12.com


Significado de Corpus Christi





Adoração ao Santíssimo Sacramento
PAZ AOS HOMENS DE BOA VONTADE. 
Música: (Cantos Gregorianos) Alma De Cristo (oração De Santo Inácio) The Sounds of Silence - O som do silêncio (Simon & Garfunkel)
.
"Minha Filha, não faltes à comunhão, a não ser quando tiveres a certeza de que pecaste gravemente; afora isso, não permita que nenhuma dúvida impeça a tua união comigo no meu mistério de amor. As tuas pequenas faltas desaparecerão no meu amor como uma palha jogada num grande braseiro. sabe que muito me entristece, quando me abandonas na Santa Comunhão”. Diário de Sta. Faustina – Pág 73
. Corpus Christi significa Corpo de Cristo, vem do latim, e tem por objetivo celebrar o mistério da eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo. É uma festa religiosa da Igreja Católica. A festa de Corpus Christi acontece sempre na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão a quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia.
Corpus Christi é feriado nacional no Brasil desde 1961. São celebradas missas festivas e as ruas são enfeitadas para a passagem da procissão onde é conduzido geralmente pelo Bispo, ou no caso de não haver, o pároco da Igreja,o Santíssimo Sacramento que é acompanhada por multidões de fiéis em cada cidade brasileira.
A tradição de enfeitar as ruas começou pela cidade de Ouro Preto em Minas Gerais. A procissão pelas vias públicas, é uma recomendação do Código de Direito Canônico que determina ao Bispo Diocesano que tome as providências para que ocorra toda a celebração, para testemunhar a adoração e veneração para com a Santíssima Eucaristia.
A procissão de Corpus Christi lembra a caminhada do povo de Deus, peregrino, em busca da Terra Prometida. O Antigo Testamento diz que o povo peregrino foi alimentado com maná, no deserto. Com a instituição da eucaristia o povo é alimentado com o próprio corpo de Cristo. A eucaristia é o próprio sacrifício do corpo e do sangue de Jesus, é o banquete de Deus, onde ele reparte o pão e o vinho, representado pela hóstia, e relembrando o momento que Jesus o fez, com seus apóstos, e cada indivíduo tem o direito de fazer a comunhão. Antes da comunhão, as pessoas têm que estar livres dos seus pecados, fazendo a confissão para um padre.
. Senhor, vós sois a minha força; fortalecei-me, para que sempre cumpra fielmente tudo o que de mim exigis. 
Por mim mesma nada posso, mas se vós me fortaleceis, nada significam todas as dificuldades. 
A coragem e a força que estão em mim não me pertencem, mas sim àquele que mora em mim: A Eucaristia.
Diário de Sta. Faustina, Pág. 48

FONTE:



terça-feira, 26 de maio de 2026

São Filipe Néri, o santo da alegria, oração, penitente e adorador

 

“Pippo bono”


Pertencente a uma família rica, filho de tabelião, o santo, nascido em 1515 em Florença, Itália, ficou órfão de mãe muito cedo e, ainda pequeno, já mereceu o nome de “Filipe bom”, por conta de seu proceder bondoso, alegre e leal.
.
Negócios e estudos

Aos 18 anos, recebeu um convite de seu tio para que se dedicasse aos negócios em São Germano. Filipe, no entanto, não se adaptou. Atraído por Deus, foi se dedicar aos estudos em Roma. Estudou Filosofia e Teologia, deixando-se conduzir e formar pelo Espírito Santo.

O apóstolo de Roma

Néri, mesmo antes de ser padre, visitava os lugares mais pobres de Roma, os hospitais mais abandonados e as mais terríveis prisões, levando uma pregação alegre, espontânea e viva, juntamente com uma amável caridade cristã que o fez ser conhecido e simpático a toda cidade, sendo então chamado: o apóstolo de Roma.

Dedicação aos jovens

“Contanto que não façam pecados, de boa vontade suportarei que rachem lenha em cima das minhas costas”, dizia Filipe aos jovens, os quais ele instruía e educava. Dedicava-se a eles com tal amor, que não se perturbava com as reclamações e injúrias recebidas por causa deles.

“Oratório do divino amor”

Dizendo sim para a glória de Deus e apaixonado por poesia e música desde a adolescência, iniciou a bela obra do Oratório do Divino Amor, onde reunia jovens e os fazia cantar e rezar. Ali começava o sentido musical da palavra: foi criado o drama lírico com coros e orquestra. A partir daí, Filipe fundou a Congregação do Oratório.

O santo alegre

Homem de oração, penitência e adoração, São Filipe Néri, conhecido pelo seu testemunho alegre, cujo sorriso, disse Papa Francisco, o transformou em um apaixonado anunciador da Palavra de Deus, morreu no dia 26 de maio de 1595, partindo para o céu com 80 anos. Foi beatificado, em maio de 1614, por Papa Paulo V; e canonizado, em março de 1622, por Papa Gregório XV.

Coração dilatado

Depois de sua páscoa, médicos verificaram que seu coração era dilatado, de tal forma que duas costelas se quebraram para acomodá-lo. A este fato atribui-se o seu grande amor para com Deus e para com os homens.


A minha oração

“São Filipe, intercedei por mim e conduzi-me à alegria verdadeira no serviço ao Cristo e à caridade amável por todo o povo de Deus. Quero também eu poder cantar a glória de Deus e anunciar, com coração apaixonado, a Sua Palavra. Amém!”

São Filipe Néri, rogai por nós!




A aparição de Nossa Senhora de Caravaggio

Quase 600 anos depois de Nossa Senhora aparecer em Caravaggio, na Itália, a mensagem deixada por ela a Joaneta continua ignorada quase de todos e relegada ao esquecimento. É hora de você conhecer esta história.


Deus, rico em misericórdia e onipotente, que com sua providência dispõe suavemente de tudo, por aquela piedade que nunca deixa nenhum fiel destituído de sua ajuda celestial, dignou-se um dia olhar, ajudar e até mesmo honrar o povo de Caravaggio, na Itália, com a aparição da Virgem Mãe de Deus. 
No ano de 1432 do nascimento do Senhor, em 26 de maio, às cinco da tarde, aconteceu que uma senhora de 32 anos chamada Joaneta, da aldeia de Caravaggio — filha de certo Pietro Vacchie e esposa de Francesco Varoli, conhecida por todos por seus costumes virtuosos, sua piedade cristã e sua vida sinceramente honesta —, estava fora da cidade, na estrada para Misano, e bastante preocupada em levar para casa os feixes de pasto que ali fora cortar para seus animais.
Então, Joaneta viu descer de pé e parar ao seu lado uma Senhora belíssima e admirável, de estatura majestosa, rosto gracioso, aparência venerável e beleza indizível e inimaginável, com um vestido azul e a cabeça coberta por um véu branco. Impressionada com a aparência tão venerável da nobre Senhora, Joaneta exclamou: “Virgem Maria!” E a Senhora imediatamente lhe disse: “Não tenhas medo, filha, porque sou eu mesma. Para e ajoelha-te em oração”.
Joaneta respondeu: “Senhora, agora eu não tenho tempo. Meus cavalos estão esperando por este pasto”. Então a Santíssima Virgem lhe disse de novo: “Faz agora o que quero de ti…” Ao dizer isso, ela pôs a mão no ombro de Joaneta e a fez ficar de joelhos. E continuou: “Ouve com atenção e tem isto em mente, pois quero que repitas sempre que puder com a boca ou faças dizer a outros isto…”
E com lágrimas nos olhos — que, segundo o testemunho de Joaneta, pareciam estar brilhando —, ela acrescentou: “Meu Filho altíssimo e todo-poderoso pretendia aniquilar esta terra por causa da iniquidade dos homens, porque cada dia mais eles só fazem o que é mau, e caem de pecado em pecado. Mas eu, por sete anos, implorei ao meu Filho para ter misericórdia dos pecados da humanidade. Quero, pois, que digas a todos e a cada um que jejuem a pão e água toda sexta-feira em honra do meu Filho, e que, depois das vésperas, por devoção a mim, celebrem todos os sábados. Aquela metade do dia, eles devem dedicar a mim em ação de graças pelos muitos e grandes favores obtidos do meu Filho, por minha intercessão”.
A Virgem disse todas essas palavras com as mãos abertas, como se estivesse aflita. Joaneta então disse: “As pessoas não vão acreditar em mim”.
.
A clementíssima Virgem respondeu: “Levanta-te, não temas. Relata o que te ordenei; e eu confirmarei tuas palavras com sinais tão grandes, que ninguém terá dúvidas de que disseste a verdade”.
Tendo dito isso e após fazer o sinal da cruz em Joaneta, ela desapareceu a seus olhos. Voltando imediatamente para Caravaggio, Joaneta relatou tudo o que tinha visto e ouvido. Então, muitos — acreditando nela — começaram a visitar aquele lugar e lá encontraram uma fonte nunca antes vista por ninguém.
A essa fonte passaram a se dirigir alguns enfermos, e mais tarde outros, em número sempre crescente, confiando no poder de Deus. E se espalhou a notícia de que os enfermos voltavam livres das enfermidades de que padeciam, pela intercessão da gloriosa Virgem Mãe de Deus e os méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Ele, ao Pai e ao Espírito Santo sejam sempre o louvor e a glória pela salvação dos fiéis. Amém.
Quando e por quem foi escrita esta página, que nos transmite de forma tão sugestiva, e com a sobriedade de um Evangelho, a história do diálogo entre Nossa Senhora e a vidente Joaneta, fazendo ecoar aquela explosão de graças que — como a fonte encontrada pelos primeiros peregrinos onde a Virgem Maria apareceu — desde então fizeram resplandecer este lugar sagrado? 
.
Nós não sabemos.
Sabemos que, durante séculos, o pergaminho esteve exposto na igreja, na sacristia principal, e que o bispo de Cremona, Dom Cesare Speciano, em visita ao santuário em 27 de abril de 1599, fê-lo transcrever como “documento oficial” da própria aparição e de tudo o que aconteceu em seguida, como as curas extraordinárias. A partir de 1932, o pergaminho foi colocado no aposento do bispo perto do santuário, mas dali foi retirado, e não está claro por quem, quando ou por quê.
Infelizmente, hoje não é possível submeter este artigo a uma análise paleográfica para deduzir uma datação mais certa, mesmo que um exame interno do conteúdo e do estilo possa ser feito.
Embora seja classificado como “antigo” pelos historiadores, [o escrito] não pode ser considerado contemporâneo da aparição. A quando, então, remonta o texto? A única coisa que se pode afirmar com certeza é: antes de 27 de abril de 1599, dia da visita pastoral de D. Speciano.
Não escapa a ninguém, no entanto, o valor substancial desta “memória”: o estilo da narrativa, a concentração máxima do texto no diálogo entre Maria e a vidente e nos “sinais” que caracterizam a aparição de 1432; as lágrimas e a dor da Madonna; a fonte que jorrou no lugar da aparição, sem acréscimos desnecessários ou ampliações de natureza devocional [i].

O sinal da água e o Evangelho
À sua maneira, a fonte dos milagres torna o Evangelho presente aqui e agora. As antigas testemunhas, desde o início, entenderam isso tão bem que “registraram” as curas com fraseologia evangélica:
  • 10 de agosto de 1432. Stefano, filho de Gabriello di Zenalij, de Trevì (Treviglio), de quatro anos, nunca havia andado sozinho, como atestou sua mãe; mas, assim que foi lavado na fonte, caminhou seguro só com os pés e sem nenhum apoio.
O sinal da água acompanha a história do povo da Antiga e da Nova Aliança e caracteriza muitos santuários construídos em lugares onde a Mãe de Jesus apareceu. Não sem razão sua presença foi “decisiva” quando Cristo realizou o primeiro de seus sinais, transformando a água em vinho. Por meio da água, de fato, Ele nos curou o corpo e a alma. O pecado do mundo é lavado pela água e o sangue jorrados de seu Coração trespassado e, pelo dom do Espírito, são gerados para uma nova vida os que renascem na água do Batismo..
Quando os enfermos são levados à praça do santuário e passam pela fonte sagrada, suplicando a própria cura; quando as multidões acorrem em peregrinação a este lugar, buscando as fontes da graça não apenas material; quando a devoção leva os fiéis a pedir “qualquer coisa” a Jesus, interpondo a intercessão da Mãe (“Eles já não têm vinho!”) com a confiança de que ela o fará, por acaso estariam eles cedendo a uma fé sentimental e irracional, e refugiando-se numa oração de mero alívio?
Aqui Jesus passa de novo no meio da humanidade, trabalhando “com a força do Espírito” na fonte de água viva, sempre vivo, mesmo que presente de modo misterioso no sacramento da Eucaristia.
E quando, do encontro entre Cristo e a multidão, advêm graças de conversão dos corações e curas de enfermidades físicas, é ainda sempre através dos sinais e instrumentos da Encarnação de Cristo que se oferece — uma vez mais e como continuidade do “ano da graça do Senhor” — a possibilidade de alcançar, no Senhor Jesus, o dom único da graça de Deus.
.
O sinal da água, porém, além de confirmar a credibilidade do testemunho de Joaneta, é a expressão do poder salvífico da graça de Deus, que atua por intercessão de Maria após a sua aparição.
  • Joaneta então disse: “As pessoas não vão acreditar em mim”. A clementíssima Virgem respondeu: “Levanta-te, não temas. Relata o que te ordenei; e eu confirmarei tuas palavras com sinais tão grandes, que ninguém terá dúvidas de que disseste a verdade”. Tendo dito isso e após fazer o sinal da cruz em Joaneta, ela desapareceu a seus olhos. 
Assim diz o texto do antigo relato. Os “sinais tão grandes” que confirmaram a mensagem são, portanto, a fonte nunca antes vista por ninguém e os doentes curados das enfermidades que sofriam.

Apelo evangélico à conversão
Se, ao longos dos séculos, sempre foram ilustradas de várias maneiras a história e as tradições, as devoções e as artes que tornaram famoso o santuário de Caravaggio, por mais surpreendente que possa parecer [sua história], a mensagem da aparição é ignorada quase de todos e, além disso, continua sem receber comentários.
É verdade que ela nos foi transmitida numa forma e num gênero literário que não são mais os de nossa cultura, mesmo a teológica. Mas o estranho é que, mesmo nos séculos passados, a atenção e a devoção despertadas pelo evento de 26 de maio de 1432 parecem ter se concentrado mais na “fonte dos milagres” que nas palavras de Nossa Senhora a Joaneta.
Quais palavras? Vamos escutá-las novamente numa tradução mais próxima possível do texto da antiga história “autorizada”, que nos foi transmitida pelos registros da visita pastoral de Dom Speciano:
  • Ouve com atenção e tem isto em mente, pois quero que repitas sempre que puder com a boca ou faças dizer a outros isto [...]: Meu Filho altíssimo e todo-poderoso pretendia aniquilar esta terra por causa da iniquidade dos homens, porque cada dia mais eles só fazem o que é mau, e caem de pecado em pecado. Mas eu, por sete anos, implorei ao meu Filho para ter misericórdia dos pecados da humanidade. Quero, pois, que digas a todos e a cada um que jejuem a pão e água toda sexta-feira em honra do meu Filho.
Além do revestimento verbal e das expressões utilizadas, a mensagem em sua essência é a mesma — afinal não poderia ser outra — que ressoa do Antigo ao Novo Testamento, de um a outro testemunho profético concentrado no apelo de Jesus: “Convertei-vos e crede no Evangelho… Completou-se o tempo… O Reino de Deus está próximo”.
Portanto, para além do revestimento cultural e literário, a análise objetiva das palavras da aparição de Caravaggio, em sua substância e sobriedade, leva-nos a uma única mensagem: “Convertei-vos e crede no Evangelho”, quase como se a Mãe do Redentor quisesse aparecer aqui para repetir, naquela época e em todas as épocas, suas últimas palavras relatadas pelo evangelista João: “Fazei [tudo] o que Ele vos disser”.
Mesmo acompanhado de premonições e ameaças de castigos — o mesmo Filho de Deus quando veio entre os homens não deixa de falar profeticamente da “dureza de coração” e do julgamento iminente para os que não se convertem —, trata-se sempre de um apelo à conversão adornado com a promessa de uma misericórdia que desde já se concede ao pecador arrependido.
Tampouco deve ser tido como antiquado o apelo ao jejum e às práticas devocionais. A vida cristã, assim como a conversão contínua, é também penitência mortificadora; e a fé, sem prejuízo de sua pureza essencial, não se furta a exprimir-se na religiosidade que se reveste de formas variáveis de acordo com a diversificação das culturas e dos tempos.
Algumas pessoas temem que a importância atribuída, seja às mensagens da aparição de Nossa Senhora, seja à própria Virgem Maria como mensageira, seja a seus agraciados videntes, corra o risco de distorcer e obscurecer o papel central de Jesus Cristo e da Igreja, bem como de diminuir a necessidade de se crer no Evangelho na sua integridade radical, orientando as almas antes para verdades e revelações que não são necessárias para a salvação. Mas este é precisamente o elemento a distinguir as verdadeiras das falsas aparições: as aparições autênticas fazem reviver o Evangelho; a Virgem Maria e os santos nos conduzem a Deus e a seu enviado Jesus Cristo, o único salvador do gênero humano.
Não só no tempo de Jesus, mas também no tempo da Igreja — que é para nós o tempo atual —, a missão de preparar os homens para a vinda do Senhor continua a ser confiada à mãe de Cristo. Maria, figura típica da própria comunidade cristã, “profeta dos novos tempos”, é mãe com a Igreja, também na Igreja também da segunda vinda de Jesus na glória. Com a Igreja e na Igreja “peregrina sobre a terra”, Maria está inserida no povo de Deus conduzindo toda a humanidade ao encontro de Cristo.

O sábado da ação de graças
.
“Quero que digas [a todos e a cada um]”, continua o velho relato, “[...] que, depois das vésperas, por devoção a mim, celebrem todos os sábados. Aquela metade do dia, eles devem dedicar a mim em ação de graças pelos muitos e grandes favores obtidos do meu Filho, por minha intercessão”.
Mesmo quando a Virgem aparece para pedir orações, o que continua a acontecer que seja diferente daquilo que se passou com a primeira geração de discípulos? “Todos eram assíduos e unânimes na oração, junto com algumas mulheres e com Maria, a mãe de Jesus, e com seus irmãos”. Um lugar onde rezar e celebrar o sábado em ação de graças àquela que intercedeu “por sete anos” não foi efetivamente pedido na aparição a Joaneta. Mas à comunidade de Caravaggio parecia que a construção de uma casa de oração, e de um lugar de acolhimento para doentes e peregrinos, seria o testemunho mais concreto de ação de graças pela graça recebida. Seus representantes pediram, pois, ao bispo que construísse uma igreja e um hospital: o evento da aparição florescia na oração e na caridade efetiva.
Por isso, para quem acolhe a mensagem da aparição em sua integridade e com suas consequências, o apelo à conversão é um convite à fé no Deus que salva, e a uma fé que transforme a vida. Não é evasão intimista em uma espiritualidade medrosa e pessimista; não se trata apenas de retorno a práticas religiosas, mas de paixão pela edificação da Igreja no mundo, de centralidade devolvida aos sofredores, aos doentes e aos pobres na casa de Deus e na comunidade humana.
O fruto do retorno a Deus e do amor ao próximo é a alegria, a festa. A “graça recebida” por intercessão de Maria exige precisamente isto: ação de graças; que não é, no entanto, um mero dever, mas uma alegria. No santuário de Caravaggio é impossível não cantar o Magnificat por “sua misericórdia [que] se estende, de geração em geração, sobre os que o temem”; é impossível não “fazer festa” pela descoberta de quem “estava perdido” e voltou à casa do Pai.

Se Maria, a mãe, junto com Jesus e os discípulos participarem das bodas, haverá “o vinho bom, que ficou guardado até agora”.

Notas 
Omitimos nesta tradução dois subtítulos e seus respectivos conteúdos, que se concentravam mais nos aspectos políticos e geográficos do lugar que na aparição mariana propriamente dita (N.T.).



domingo, 24 de maio de 2026

Os 7 dons do Espírito Santo podem mudar a sua vida! - Pe. Chrystian Shankar

ORAÇÃO PELA EFUSÃO DO ESPÍRITO SANTO

 

Vem, Espírito Santo, e renova em mim a chama do Teu amor.
Enche-me de fé, Senhor, e revela a Tua luz todos os meus pecados e traumas.


Liberta-me, Espírito Santo, e faz de mim uma nova criatura.
Santifica meu espírito e alma renovando também todo meu ser, emoções, mente, ouvidos, olhos, lábios e atos.
Capacita-me a viver a Palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo em toda sua profundidade.
E agora, Santo Espírito, dai-me os Teus dons para que eu possa melhor servir o reino de Deus, amando, indistintamente, todos meus irmãos.
Mas, acima de tudo, derrama o Dom do louvor, para que, em tudo, eu glorifique o Senhor Nosso Deus.
Em nome de Jesus. Amém.
"Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo." Lc 3,16