Amado Deus e Senhor que, através da vida do vosso Venerável Guido Schäffer, nos ensinastes, com seu exemplo e ardor missionário, a lançar-nos mar a dentro no caminho da fé, concedei-nos por seu testemunho de jovem, médico, seminarista e surfista, anunciar com renovado ardor vossa Palavra e alcançar por sua intercessão a graça que vos pedimos (pedir a graça) a fim de que tenhamos, um dia, a alegria de vê-lo elevado à glória dos altares.
. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. . Virgem Maria, Mãe do Amor Formoso, rogai por nós.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.
Com a aprovação eclesiástica da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.
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No dia 17 de junho de 1603, nasceu, no reino de Nápoles, na aldeia de Copertino, um menino de nome José. Era o filho mais novo da família Desa, cujo pai, um pobre carpinteiro, mal conseguia sustentar a família. Ele veio ao mundo num pequeno estábulo, onde permaneceu nos primeiros meses de vida, porque o pai, endividado, teve de vender o pouco que possuíam.
Já naquela época os desníveis sociais geravam miséria, insegurança e sofrimento, impedindo que filhos de famílias pobres estudassem e desenvolvessem sua cultura e inteligência. Mas, apesar de iletrado, o menino foi criado no rigor dos ensinamentos de Cristo, pois sua família era muito religiosa. Assim foi a infância de José. Os únicos talentos por ele manifestados foram de ordem espiritual: o da oração e o da caridade para com os mais necessitados, que sofriam as agruras da miséria, como ele.
Quando completou dezessete anos, estava determinado a tornar-se frade. Mas até os capuchinhos que o haviam aceitado como irmão leigo fizeram-no devolver o hábito, por causa da sua grande confusão mental. Isso causou a José um sofrimento muito grande. Mas não desistiu. Finalmente, foi aceito no Convento de Grotella, pelos Frades Menores, que o acolheram e lhe deram uma tarefa simples: cuidar de uma mula.
Mesmo renegado, estava determinado a ser sacerdote. Foi então que as graças divinas começaram a intervir na sua vida. Apesar da dificuldade que tinha em estudar, milagrosamente saía-se muito bem nas provas para tornar-se sacerdote. Desde então, começaram a aparecer sinais de predileção divina e fenômenos que atestavam sua santidade interior, presenciados pela comunidade de fiéis e irmãos da Ordem. Eram manifestações extraordinárias, como, por exemplo, curas totalmente milagrosas de doentes de todos os tipos de enfermidades. Ainda: em êxtases de oração, caminhava pela igreja sem colocar os pés no chão e, sem tomar nenhum cuidado com o corpo, exalava um fino e delicado odor. Por tudo isso, já era venerado em vida como santo.
Outro fato relevante na vida de José de Copertino é que, apesar de quase não ter nenhum estudo teológico, tinha o dom da ciência e era consultado por teólogos a respeito de questões delicadas. Espantosamente, tinha sempre respostas sábias e claras. Com isso, José conquistou a glória máxima e, mesmo sendo considerado o frade mais ignorante de toda a Ordem franciscana, sua fama de bom cristão, seu comportamento peculiar e seus milagres chegaram a Roma. O papa Urbano VIII convocou-o e recebeu-o com as honras de que era merecedor. Talvez esse tenha sido um dos dias mais felizes na vida de José de Copertino.
Em 1628, foi ordenado sacerdote. José de Copertino mergulhou tão profundamente nas coisas de Deus que acabou se tornando um conselheiro de padres, bispos, cardeais, chefes de Estado e religiosos em geral. Todos o procuravam. E ele os atendia com paciência, humildade e sabedoria, indicando-lhes a luz de que necessitavam.
José de Copertino morreu aos sessenta anos de idade, no dia 18 de setembro de 1663, no Convento de Osímo, Itália. O local, que se tornara um ponto de peregrinação com ele ainda vivo, tornou-se, imediatamente, um santuário a ele dedicado. Festejado liturgicamente no dia de sua morte, este singular frade franciscano é considerado pelos estudiosos como “o santo mais simpático da hagiografia católica”.
Os frequentes êxtases espirituais, que lhe permitiam “voar” literalmente pela igreja, fizeram de são José de Copertino o padroeiro dos aviadores e para quedistas. Também, devido à sua determinação diante das numerosas dificuldades encontradas nos estudos e exames de seleção, é considerado o santo padroeiro dos estudantes que se encontram nessa condição, anualmente.
ROMA, 01 set. 16 / 03:00 pm (ACI).O brasileiro Marcilio Haddad Andrino, a pessoa que recebeu o milagre que levará a canonização de Madre Teresa no próximo dia 4 de setembro, compartilhou sua incrível história com a imprensa da Itália e comentou que ele e sua esposa são apenas “crentes normais que receberam um sinal extraordinário da Misericórdia de Deus”.
Marcilio, que nasceu na cidade de Santos (Brasil), foi curado inexplicavelmente em dezembro de 2008, quando teve problemas com uma infecção bacteriana no cérebro, que lhe causou oito abscessos cerebrais graves e uma dor de cabeça insuportável.
“Desde o princípio, o diagnóstico não era bom e só parecia piorar. Mas dentro deste grande sofrimento compreendemos que algo havia acontecido. Tinha a certeza que foi a Madre Teresa quem me curou", explicou Marcilio ao canal de televisão italiano Rai1, durante o Encontro para as Amizades dos Povos, conhecido como o Meeting de Rimini, que aconteceu na Itália entre os dias 19 e 25 de agosto.
A história do milagre começou quando um sacerdote amigo, o Pe. Elmiram Ferreira, animou o jovem recém-casado e a sua esposa, Fernanda Nascimento Rocha, a rezar pedindo a intercessão da Madre Teresa.
Fernanda explicou que Marcilio ficou doente durante dois anos e foram a vários médicos, mas sem receber nenhum diagnóstico exato. “Foi uma espera cheia de angústia e não sabíamos o que estava mal. A primeira tentativa de tratamento não teve êxito. Deste modo o médico mudou de terapia, mas Marcilio continuou piorando”.
Depois do fracasso do tratamento, Andrino despertou no dia 9 de dezembro de 2008 com uma dor de cabeça “insuportável” que o deixou incapaz de falar. Enquanto sua esposa rezava, foi levado para uma cirurgia como último recurso.
Depois de fazer uma série de testes, “o médico olhou para o exame e, iluminado pelo Espírito Santo, entendeu que meu esposo tinha oito abscessos cerebrais”, acrescentou Fernanda.
Do mesmo modo, a esposa assegurou que ambos sempre haviam rezado à Madre Teresa e que, inclusive, seu pároco lhes entregou uma relíquia da Beata antes do seu casamento.
“Coloquei a relíquia na cabeça de Marcilio, onde estavam os abscessos. Rezei a oração de beatificação e também o que vinha do meu coração. Não foi fácil, mas este período me enriqueceu muito, enriqueceu nosso amor, nossa fé.... Hoje posso dizer que valeu a pena”.
Quando o cirurgião entrou na sala de operações, encontrou com Marcilio acordado. “Senti uma grande paz dentro de mim e já não tinha dor de cabeça. Não entendia o que estava acontecendo”, expressou.
Ao ver a melhora, os médicos decidiram leva-lo aos cuidados intensivos e adiar a cirurgia até o dia seguinte. Marcilio dormiu a noite toda sem nenhum problema e, no dia seguinte, se reuniu com seu médico e este lhe disse que voltaria para o quarto.
“Vi que os abscessos se reduziram bastante, assim como a hidrocefalia”, disse Marcilio se referindo ao termo médico para a acumulação anormal de líquido no crânio.
“Os abscessos foram reduzidos em 70% e a hidrocefalia havia desaparecido”, acrescentou. Segundo ele, três dias depois, os abcessos já tinham desaparecido e havia apenas as cicatrizes.
Sua esposa Fernanda afirmou que embora o médico não tivesse confirmado que Marcilio estava curado, ela “já sabia energicamente”, porque “havia rezado a Deus, através da intercessão da Madre Teresa”, e acrescentou que quando se dirigiu ao quarto do seu esposo, ele estava sentado e falando, entendeu que “a Madre Teresa o havia curado”.
“Meu caso foi muito difícil clinicamente. Mas tenho certeza que ocorreu um milagre... Eu estava seguro de que a Madre Teresa havia me curado”, acrescentou Marcilio.
Algum tempo depois, o casal teve dois filhos, apesar de os médicos terem dado a má notícia de que nunca seriam capazes de ter filhos, devido aos tratamentos de Marcilio. Embora estivessem arrasados, o casal aceitou, dizendo a si mesmos: “se Deus quiser, teremos filhos”.
Seis meses depois que foi curado, o casal se mudou para o Rio do Janeiro e Marcilio voltou a trabalhar. Fernanda começou a sentir náuseas e o médico confirmou que ela estava grávida.
“Minha fé cresceu muito, vejo a graça. Eu estava doente, não podia caminhar, sempre precisava de ajuda. Hoje eu posso andar, tenho uma família e estou muito agradecido”, conta Marcilio.
Atualmente, oito anos depois do milagre, o casal continua levando a relíquia da Madre Teresa onde quer que vão e rezam junto com seus filhos.
“Quando vejo meus filhos, vejo a Madre Teresa. Este milagre tornou a minha família mais forte e mais unida. Eles sabem tudo a respeito da minha doença e a cura. Sempre nos acompanham e quando vamos rezar com as irmãs entendem tudo e rezam conosco”, explicou Marcilio.
“Deus escolhe quem divulga sua Misericórdia a todos, como no caso da Madre Teresa, que curou a todos sem distinção. Ela ensina todos os povos a ter compaixão do próximo”.
Em setembro de 2015, a Congregação para as Causas dos Santos aceitou as conclusões da comissão médica e apresentou o relatório ao Papa Francisco para sua aprovação final. Em 18 de dezembro, o Santo Padre reconheceu oficialmente o milagre que era necessário para que a Madre Teresa fosse canonizada.
Você está passando por algum sofrimento forte? Aproveite este dia e coloque sua dor no colo de Nossa Senhora das Dores
Nossa Senhora das Dores, eu te apresento todas as minhas necessidades, mágoas, tristezas, misérias e sofrimentos.
Ó Mãe das dores e rainha dos mártires, que tanto sofreste ao ver teu Filho flagelado, escarnecido e morto para me salvar, acolhe minhas preces:
"Mãe amável, concede-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida.
Nossa Senhora das Dores, que estiveste presente no calvário de Nosso Senhor Jesus Cristo, fica também presente nos meus calvários. Eu te suplico esta graça de que tanto necessito:
(Faça seu pedido)
Por piedade, ó advogada dos pecadores, não deixes de amparar a minha alma na aflição e no combate espiritual que a todo momento estou sujeito a travar.
Nossa Senhora das Dores, quando as dores vierem e os sofrimentos chegarem, não me deixes desanimar.
Mãe das dores, envolve-me em teu sagrado manto e ajuda-me a passar pelo vale de lágrimas.
Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas. Eia pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto de Vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Permanece conosco e dá-nos o teu auxílio, para que possamos converter as lutas em vitórias, e as dores em alegrias.
Roga por nós, ó Mãe, porque não és apenas a Mãe das dores, mas também a Senhora de todas as graças.
Nossa Senhora das Dores, fortalece-me nos sofrimentos da vida. (3x) Amém.
Site Canção Nova: A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos:
Nossa Senhora das dores
“Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!”
Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucificação de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.
Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor.
Conhecer a jovem Isabel Cristina é apaixonante. Ela nasceu em Barbacena - MG em uma família de boas condições financeiras e também de vivência cristã católica concreta na Sociedade São Vicente de Paulo. A "Cris", como era conhecida por seus amigos, era da juventude vicentina. Seu sonho de um mundo melhor está no amor vivido com os pobres idosos na Vila Vicentina. Também era amor sua vida com a familia. Com os amigos era a risadinha. Outro sonho era ser médica pediatra de crianças carentes. Aí surge um cursinho em Juiz de Fora - MG e a mudança para esta cidade maior.
Longe da família, mas não da fé. Novo grupo de jovens, Missas e vicentinos.
Bem-aventurada, feliz com os pobres, feliz de puro coração, vai terminar sua vida com 20 anos madura na fé.
Bem-aventurados os perseguidos por causa do amor que tem no coração.
No apartamento da família, que passou a morar em Juiz de Fora em 1982, um homem foi chamado para montar um armário. Este homem volta em outro dia com o propósito de forçar uma relação sexual com Isabel Cristina. A jovem não podia se entregar a um falso amor. A busca da vida de Isabel era viver o amor, sua luta final seria por um verdadeiro amor. Derrubada por uma cadeira, se agarra ao que pode e leva treze facadas nas costas e depois duas pela frente. Morre por um verdadeiro amor que sonhava pela fé e pela família que queria ter. A virgindade não pode ser o elogio de uma vida vazia, a castidade se guarda para acolher o verdadeiro amor. Sua dignidade de mulher, sua vida íntegra e sua luta final a fizeram mártir da Igreja Católica.
A jovem teve seu túmulo sempre rodeado de amigos.
Na exumação do corpo, passa para dentro do Santuário de Nossa Senhora da Piedade em Barbacena.
Deus seja louvado pelo amor, pela juventude e pela luta de quem sonha com um verdadeiro amor.
Isabel Cristina não encontrou este amor em um homem deste mundo, mas agora o encontra em Deus, que a tem para sempre.
Pe. Diovany, pároco da paróquia Senhor Bom Jesus, de Campo Belo MG
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“Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?”
Jesus respondeu: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão”.” (Lc 14,23-24 - trecho retirado do Evangelho do dia 25/08/2019: Lucas 13,22-30). JESUS, QUE EU E MINHA FAMÍLIA NÃO NOS PERCAMOS!
Quem conhece a Verdade conhece esta Luz. Ó Eterna Verdade! Verdadeira Caridade! Tu és o meu Deus! Por Ti suspiro dia e noite desde que Te conheci. E mostraste-me então Quem eras. E irradiaste sobre mim a Tua Força dando-me o Teu Amor! E agora, Senhor, só amo a Ti! Só sigo a Ti! Só busco a Ti! Só ardo por Ti! Tarde te amei! Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova!
Tarde demais eu Te amei! Eis que estavas dentro, e eu, fora – e fora Te buscava, e me lançava disforme e nada belo, perante a beleza de tudo e de todos que criaste. Estavas comigo, e eu não estava Contigo. Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Chamaste, clamaste por mim e rompeste a minha surdez.
Brilhaste, resplandeceste, e a Tua Luz afugentou minha cegueira. Exalaste o Teu Perfume e, respirando-o, suspirei por Ti, Te desejei. Eu Te provei, Te saboreei e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me e agora ardo em desejos por Tua Paz! Ah, Tu estavas dentro de mim e eu fora. Os homens saem para fazer passeios, a fim de admirar o alto dos montes, o ruído incessante dos mares, o belo e ininterrupto curso dos rios, os majestosos movimentos dos astros. E, no entanto, passam ao largo de si mesmos. Não se arriscam na aventura de um passeio interior. Durante os anos de minha juventude, pus meu coração em coisas exteriores que só faziam me afastar, cada vez mais, d’Aquele a Quem meu coração, sem saber, desejava.”
Senhor Jesus, que possamos ama-Lo e buscá-Lo de todo coração, para entrarmos pela porta estreita da Vida Eterna.
Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 331, no seio de uma família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com frequência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer. . Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Porém, Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. Mesmo dando bons conselhos e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio que ele profanasse o sacramento.
E teria acontecido, porque Agostinho, aos dezesseis anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos do bispo, que a consolou dizendo: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”. . Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago. Mas, procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às escondidas embarcou em um navio para Roma, e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor oficial de retórica.
Mônica, desejando a todo custo ver a recuperação do filho, viajou também para Milão, onde, aos poucos, terminou seu sofrimento. Isso porque Agostinho, no início por curiosidade e retórica, depois por interesse espiritual, tinha se tornado frequentador dos envolventes sermões de santo Ambrósio. Foi assim que Agostinho se converteu e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato. Assim, Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas.
Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu. Era 27 de agosto de 387 e ela tinha 56 anos.
O papa Alexandre III confirmou o tradicional culto a santa Mônica, em 1153, quando a proclamou Padroeira das Mães Cristãs. A sua festa deve ser celebrada no mesmo dia em que morreu. O seu corpo, venerado durante séculos na igreja de Santa Áurea, em Óstia, em 1430 foi trasladado para Roma e depositado na igreja de Santo Agostinho.
Roque nasceu por volta do ano de 1295, provavelmente em Montpellier, na França.
O sobrenome do pai era Rog, daí o nome Roque. Tinha como sinal de nascença uma cruz no peito. A família era nobre e abastada, e sua vida foi consequência de muitas orações da sua mãe, que, já mais idosa, ainda não tinha filhos.
Suas preces a Nossa Senhora foram atendidas, e Roque foi educado na devoção à Santíssima Virgem.
A época era de grandes dificuldades. Disputas internas e externas na Igreja tinham levado o papado de Roma para Avignon, no sudeste da França (em 1305, com Clemente V), onde ficou por 70 anos.
Graves heresias confundiam e afastavam os fiéis: os cátaros ou albigenses (que propunham entre outras coisas a existência de dois deuses, um bom e um mal), os patarinos (“perturbadores”, heresia surgida em Milão a partir de críticas válidas à simonia na Igreja – “venda” de bênçãos – e que se desvirtuou em fanatismo intolerante contra a validade dos Sacramentos ministrados por sacerdotes que não fossem “puros”, entre outros aspectos), os valdenses (de Pedro Valdo, a partir de Lyon, França, que só admitia a pobreza absoluta e negava a autoridade papal, entre outros pontos), os beguardos (provavelmente da palavra saxônica beg, mendigar; inicialmente em Flandres, região que fica atualmente quase toda na região da Bélgica, era um movimento de mulheres cenobíticas, que se desvirtuou em movimentos que só admitiam a mendicância e não aceitavam a autoridade papal).
Por fim, grassava a peste negra (a maior pandemia da História, de peste bubônica, de origem bacteriana, que dizimou entre 75 a 200 milhões de pessoas na Eurásia, com maior surto entre 1347 e 1353 na Europa).
Órfão dos pais aos 15 anos, Roque herdou grande fortuna, mas para viver como o Cristo, na pobreza, confiou todos os bens a um tio e seguiu como mendigo para Roma. No trajeto, demorou-se em várias localidades para socorrer vítimas da peste negra, que muitas vezes viviam em povoados isolados para não contaminar os demais, apenas esperando a morte.
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Roque adquiriu o dom da cura e operou inúmeros milagres. Depois de dois anos chegou à Cidade Eterna, onde passou três dias rezando diante dos túmulos de São Pedro e São Paulo.
Cuidou dos doentes ali por três anos, e iniciou o regresso para casa pelo mesmo caminho anterior.
Em Piacenza, novamente auxiliando os empesteados, foi contaminado. Decidiu então retirar-se sozinho para um bosque, próximo a Sarmato, entregando-se à Providência divina.
Diariamente, um cachorro passou a lhe trazer um pão. O seu dono acabou por seguir o animal, que regularmente se ausentava, e encontrou Roque, a quem ajudou. O santo ficou curado por intercessão divina, e dispôs-se a continuar sua viagem para Montpellier. Em Aguapendente, região da Toscana, na Itália, a sua simples presença curou a epidemia em toda a cidade, o mesmo acontecendo em Cesena e outros lugares. Muitos eram curados simplesmente quando Roque lhes fazia o sinal da cruz.
A região de Montpellier estava em guerra, e Roque, nas proximidades, foi tomado por espião e encarcerado.
Durante cinco anos, apesar dos sofrimentos e humilhações, pregou e converteu outros prisioneiros, auxiliando-os como podia. Em 16 de agosto de 1327, foi encontrado morto na cela.
O carcereiro, que era manco, tocou-o com o pé para verificar se apenas dormia, e ficou imediatamente curado. Ao prepararem o corpo para o sepultamento, foi identificado pela marca da cruz no peito.
No Concílio de Constance, Suíça (1414 – 1418), tendo os participantes sido acometidos pela peste negra, foi proposta uma procissão pública penitencial, sob a proteção de são Roque. Antes mesmo de terminada, todos estavam curados.
São Roque é invocado como padroeiro contra as pestes, dos inválidos, e também dos cachorros.
No Brasil, principalmente por conta dos imigrantes italianos, várias são as dioceses, cidades e igrejas dedicadas ao santo, e justamente na cidade de São Roque, interior de São Paulo, encontra-se a principal Igreja a ele consagrada, com uma relíquia do seu braço.
Muitos santos medievais, pertencentes à nobreza, renunciam inteiramente à sua condição social para se dedicar a Deus, como São Roque. Isto aconteceu não somente na Idade Média, mas posteriormente e até hoje, mas talvez não tenhamos muitas notícias destes fatos no turbilhão de informações caóticas no qual estamos estonteados; e/ou também porque os frutos de santidade não são tão evidentes.
O paradoxo da nossa “era da comunicação” é que a maioria dos conteúdos compartilhados nos tornam povoados isolados, pois o que é mundano separa, e a Boa Nova, que une, é combatida como uma peste.
Muito necessário e apropriado ao povo de Deus seria organizar e participar de procissões públicas invocando a proteção divina contra as doenças heréticas e materialistas que nos atacam… de resto, a condição humana nos torna a todos contaminados com as consequências do Pecado Original, e por isso, como São Roque, precisamos nos retirar para um lugar interior isolado, onde recebamos diariamente o Pão Eucarístico que nos mantém vivos, até ficarmos curados pela ação divina.
Neste mundo somos tomados por espiões inimigos, porque de fato não pertencemos a ele; mas enquanto estamos aqui encerrados, devemos cuidar do próximo, mesmo se somos humilhados e maltratados. Não podemos esquecer que a simples presença do Senhor tem o poder de nos curar dos males presentes, se permanecermos na Fé.
Oração:
Senhor Deus, Médico dos Médicos, que nos destes a cura do pecado pela Redenção de Jesus, concedei-nos que por intercessão de São Roque sejamos efetivamente encontrados mortos para este mundo, e ao voltar para a nossa verdadeira moradia Celeste numa jornada de amor e auxílio ao próximo, nos reconheçam à Vossa porta por termos carregado, no trajeto, o sinal da Cruz marcado no coração.
Maximiliano Kolbe nasceu em 7 de janeiro de 1894, em Zduńska-Wola, na região polonesa controlada pela Rússia. Seu pai, tecelão, e sua mãe, parteira, eram cristãos fervorosos: no Batismo, escolheram para ele o nome de Raimundo. Frequentou a escola dos franciscanos em Leópolis. Em 1910, entrou para a Ordem dos Frades Menores Conventuais, onde recebeu o nome de Maximiliano; sendo enviado primeiro a Cracóvia e, depois, para Roma, onde permaneceu seis anos, estudou Filosofia, na Pontifícia Universidade Gregoriana, e Teologia no Colégio Seráfico. Foi ordenado sacerdote em 28 de abril de 1918.
A Milícia da Imaculada
Em Roma, enquanto jogava bola em um campo ao aberto, Maximiliano começou a cuspir sangue: era tuberculose, uma doença que o acompanhou pelo resto da sua vida. Com a autorização dos Superiores, fundou a "Milícia da Imaculada", uma Associação religiosa, cujo objetivo era a conversão de todos os homens, por meio de Maria. Ao regressar a Cracóvia, na Polônia, não obstante tenha se formado com notas altas, não pôde lecionar o pregar, por causa do seu estado de saúde, pois não podia falar muito. Ainda com a permissão dos Superiores, dedicou-se à promoção da "Milícia da Imaculada", contando com numerosas adesões entre professores e estudantes da Universidade, profissionais e camponeses, e até com religiosos da sua própria Ordem. Sucesso da revista "O Cavaleiro da Imaculada"
Durante o Natal de 1921, Padre Maximiliano Kolbe fundou, em Cracóvia, uma revista de poucas páginas intitulada "O Cavaleiro da Imaculada", para difundir o espírito da "Milícia". Tendo-se transferido para Grodno, a 600 quilômetros de Cracóvia, criou uma pequena tipografia para imprimir a revista, com máquinas antigas. Com esta iniciativa conseguiu atrair muitos jovens, desejosos de compartilhar do estilo de vida franciscano inspirado em Maria. A revista propagou-se cada vez mais. Em Varsóvia, graças à doação de um terreno pelo Conde Lubecki, Maximiliano fundou "Niepokalanów", "Cidade de Maria". O centro desenvolveu-se rapidamente: das primeiras cabanas, passou-se a construções verdadeiras; a antiga impressora foi substituída por novas técnicas de redação e imprensa. Em pouco tempo, "O Cavaleiro da Imaculada" atingiu rapidamente uma tiragem de milhões de cópias, enquanto eram criados outros sete periódicos.
A “Cidade de Maria” na Polônia e no Japão
Com o ardente desejo de expandir seu Movimento mariano para além das fronteiras da Polônia, Maximiliano Kolbe partiu para o Japão, onde fundou a "Cidade de Maria" em Nagasaki. Ali, após a explosão da primeira bomba atômica, os órfãos de Nagasaki encontraram abrigo. Padre Maximiliano colaborou com judeus, protestantes e budistas, certo de que Deus lança a semente da verdade em todas as religiões. Enfim, abriu ainda uma Casa em Ernakulam, no litoral oeste da Índia. Para se tratar da tuberculose, voltou para a sua “Niepokalanów”, na Polônia.
Niepokalanów, abrigo para refugiados e judeus
Após a invasão da Polônia, em 1° de setembro de 1939, os nazistas mandaram destruir a Niepokalanów. Os religiosos foram obrigados a deixar o centro. A eles o Padre Kolbe recomendou apenas uma coisa: "Não se esqueçam do amor". Ali permaneceram cerca de quarenta Frades, que transformaram a “Cidade de Maria” em lugar de acolhida para feridos, doentes e refugiados. Em 19 de setembro de 1939, os alemães prenderam o Padre Maximiliano Kolbe e os outros frades e os levaram para o Campo de Extermínio, de onde foram, inesperadamente, libertados no dia 8 de dezembro. Assim, retornaram para a Niepokalanów e retomaram sua atividade de assistência de cerca de 3500 refugiados, dos quais 1500 judeus. No entanto, depois de alguns meses, os refugiados foram expulsos ou presos. Por sua vez, o Padre Kolbe, ao recusar a naturalização alemã, para se salvar, foi preso em 17 de fevereiro de 1941, junto com quatro frades. Ao ser maltratado pelos guardas da prisão, foi obrigado a usar um hábito civil, porque o saio franciscano "perturbava" os nazistas. Em 28 de maio, Padre Kolbe foi deportado para o Campo de extermínio de Auschwitz. Com o número 16670, foi colocado junto com os judeus, por ser sacerdote, onde foi obrigado a trabalhos forçados, como o transporte de cadáveres para os fornos crematórios.
Vida e testemunho em Auschwitz
Sua dignidade de sacerdote encorajava os outros prisioneiros. Uma testemunha recorda: "Kolbe era um príncipe para nós". No final de julho, o Padre foi transferido para o Bloco 14, onde os prisioneiros trabalhavam na lavoura. Mas, um deles conseguiu fugir escapar. Por isso, os nazistas pegaram dez prisioneiros para morrer no “lager”. Padre Kolbe ofereceu-se para morrer no lugar de um dos "escolhidos", pai de família e companheiro de prisão. O desespero dos condenados transformou-se em oração comum, guiada pelo sacerdote. Após 14 dias, apenas quatro ficaram vivos, inclusive o Padre Maximiliano. Então, os guardas decidiram abreviar sua agonia com uma injeção letal de ácido fênico. Padre Maximiliano Kolbe estendeu seu braço, recitando a "Ave Maria"! Estas foram suas últimas palavras. Era o dia 14 de agosto de 1941.
Este Terço Milagroso da Santa Irmã Dulce dos Pobres tem como objetivo olhar para o exemplo de vida cristã da bem-aventurada Dulce para que, seguindo os seus passos de discípula do Salvador, possamos, por meio da sua intercessão, alcançar a graça que necessitamos para a nossa salvação e, ainda, aumentar a nossa devoção à Santa Eucaristia, tornando-nos adoradores do Senhor que está presente em corpo, sangue, alma e divindade nos tabernáculos de nossas igrejas, assim, como fazia o anjo bom do Brasil.
Este terço foi criado pelo seminarista Lucas Lima (@lucasb_lima)